Comportamento

Lidando com o luto: um exercício de empatia em cinco lições

Mais do que um exercício de etiqueta ou educação, lidar com a morte, direta ou indiretamente, envolve uma característica 100% humana: empatia. A capacidade de se colocar no lugar do outro para compreender emoções e ações no caso de estar em condições semelhantes é a melhor forma de se relacionar com quem passa pelo luto.

Na prática, isso significa aceitar a dor e, sobretudo, o tempo de recuperação de cada pessoa, sem julgamentos ou comparações. Cartões e uma coroa de flores são demonstrações de afeto válidas, mas devem ir acompanhados de respeito e solidariedade.

Veja, abaixo, atitudes que podem ajudar quem passa pelo luto.

  1. Mostre-se disponível, mas respeite os momentos de solidão.
    Pessoas são diferentes e podem reagir de diversas formas à perda de um ente querido. Enquanto algumas buscam se cercar de familiares e amigos, outras preferem passar um tempo a sós. O espaço para receber abraços deve ser respeitado tanto quanto o espaço para chorar e liberar a tristeza. Aos poucos, quem passa por um luto vai buscar a recuperação de sua rotina e vida social. Mostrar-se disponível é isso: estar por perto, mas aceitando os limites pessoais.
  2. Compartilhe sua experiência, mas não faça comparações.
    Compartilhar sua experiência pessoal com o luto é legítimo, mas é preciso lembrar que lidar com a dor não é uma competição. Se você superou a morte de seus pais, não faça pouco caso de alguém que perdeu um avô. Se você perdeu um filho, não compare o seu sofrimento com o de quem perdeu o marido ou a esposa. Além de desagradáveis, essas comparações não querem dizer nada: a morte sempre vai causar dor, isso é o que você deve ter em mente.
  3. Ouça. E, quando perceber que há abertura, sugira assuntos.
    Muitas vezes, a pessoa terá necessidade de falar sobre o luto, mesmo que pareça repetitivo para você. Entenda essa necessidade como um processo natural para superar a dor. Em outro extremo, o silêncio pode ser a preferência. Ainda assim, uma boa companhia sempre ajuda. Lembre-se de que, em algum ponto, a pessoa voltará a ter interesse por outros assuntos. Falar de qualquer tema que desvie o foco do luto representa parte da recuperação da rotina. Por isso, se notar que é hora, inicie conversas, em particular ou em grupo, sobre assuntos variados.
  4. Aceite os ritmos de superação pessoal, mesmo que com você tenha sido diferente. 
    Muita gente supera a morte de um ente querido com naturalidade e, portanto, rapidez. Para outros, esse tempo pode ser bem maior. O importante é aceitar que cada pessoa tem o seu ritmo. Isso envolve questões como o que fazer com os objetos pessoais de quem se foi, a retomada da rotina social ou se abrir para um novo relacionamento, por exemplo. Frases de julgamento ou comparação são apenas prejudiciais.
  5. Ofereça apoio segundo suas crenças, mas não obrigue outros a aceitá-las. 
    Mesmo que você tenha uma religião que ofereça respostas a questões como a morte, nas quais você confia totalmente, lembre-se que nem todo mundo terá a mesma opinião. Não force a barra: insistir para que a pessoa em luto faça uma oração com você, aceite a vida eterna da alma ou qualquer outro dogma que não faz parte do que ela acredita pode ser interpretado como falta de consideração, além de causar desconforto e irritação. Sempre respeite as crenças da pessoa, mesmo que ela não tenha nenhuma.

Fonte:
Leonardo Lopes, diretor executivo da Best Homenagens

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