Tecnologia

iFood usa tecnologia de simulação para testar novos negócios

Segundo executivo da startup, o simulador e sua inteligência artificial são essenciais para o iFood evitar erros ao escalar novos negócios

Antes de sair às ruas, o iFood pilota soluções em casa. O teste de novos negócios da startup acontece de maneira virtual.

Um simulador é responsável por colocar à prova cada inovação, para logo depois ser aplicada à realidade. A ideia é evitar erros ao colocar em operação serviços incapazes de ganhar escala.

O simulador do iFood é colocado em funcionamento por meio da combinação de duas áreas da empresa: Logística e Ciência de Dados.

“Para construir o simulador, usamos cientistas de dados. Eles têm backgrounds variados, mas o importante é que saibam escrever códigos de machine learning, que é uma parte dentro de IA, basicamente”, explica Sandor Caetano, Chief Data Scientist do iFood.

“Nós, cientistas de dados, construímos as ferramentas. Mas sso pode ser operado por uma pessoa que trabalha em logística”, completa.

Segundo Caetano, uma aplicação de inteligência artificial é levada para as ruas depois de testada.

“Como trabalhamos na fronteira daquilo que acabou de sair da academia com aquilo que dá para aplicar dentro de uma empresa, existe um risco muito grande de as coisas não darem muito certo. É sempre prudente fazer um roll out menor. No nosso caso, pegamos uma cidade e testamos. Dando certo, eu extrapolo. Não dando certo, só aquela cidade sofreu. De preferência, não sofrendo muito”, admite.

Operações com IA

Basicamente, a inteligência artificial serve para três grupos diferentes de atividade: dar superpoderes aos times e melhorar processos; criar produtos novos que conseguem girar por causa dos dados; e desenvolvimento de soluções para o futuro.

Porém, “a IA tem muita coisa por baixo escondida. “Posso usar técnicas mega avançadas para resolver um problema ou simplesmente fazer uma regressão simples, que existe há muito tempo. Mas como o público não conhece, parece que é mais do que é na realidade”, explica.

Por essas discrepâncias no mundo da inteligência artificial, muito do que se imagina que é feito de forma totalmente autônoma é resultado de processos tocados manualmente com algum suporte de tecnologia em diferentes níveis.

Mas Caetano destaca o progresso a passas largos da inteligência artificial sobre tarefas repetitivas e a rápida mudança desse cenário nos próximos anos.

A substituição de empregos mais operacionais por funções mais especializadas vai depender da criatividade da humanidade nos próximos anos para que novos cargos sejam desenvolvidos para alimentar ou direcionar a inteligência artificial, como acontece com os colaboradores de logística da startup.

“O iFood é um bom exemplo, para você ter uma operação no Brasil inteiro que entrega comida quente no menor tempo possível e que seja eficiente . Preciso de inteligência artificial. Não existe outra maneira de existir esse negócio sem ter esse suporte, e aí você ganha um monte de empregos. No final das contas, o saldo é positivo”, diz Caetano.

Fonte : whow