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Horas após acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, Israel é atingida por foguetes

Israel e o grupo Jihad Islâmica decidiram interromper as hostilidades; horas depois, novos foguetes atingiram o território israelense, mas nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 5h30 local (0h30 em Brasília) desta quinta-feira (14) na Faixa de Gaza, informou à AFP uma fonte egípcia e um líder do grupo armado Jihad Islâmica, mas, horas mais tarde, o território de Israel foi atingido por uma saraivada de foguetes.

Nenhum grupo reivindicou os ataques, e não está claro como eles vão afetar a trégua que foi negociada.

O acordo de cessar-fogo foi intermediado pelo Egito, e obteve o aval das “facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica”, destacou o responsável egípcio. Uma fonte da Jihad Islâmica confirmou o acordo à AFP.

Não há, porém, informações sobre a duração do cessar-fogo.

Um oficial israelense já havia informado que o Exército suspenderia sua operação contra a Faixa de Gaza caso a Jihad Islâmica parasse com o disparo de foguetes em direção a Israel.

Ataques antes do cessar-fogo

Horas antes do anúncio, um ataque aéreo israelense matou seis membros de uma mesma família no enclave palestino –um deles, Rasmi Abu Malhus, era um dos líderes da Jihad Islâmica, de acordo com os israelenses.

“Seis membros da família Abu Malhous, entre eles três menores e duas mulheres, perderam a vida em um bombardeio israelense contra a casa da família em Deir al Balah, no sul da Faixa de Gaza”, informou o ministério da Saúde deste território controlado pelo movimento radical islâmico Hamas.

O número de mortos na região sobe a 32 desde a terça-feira (12), segundo a agência AFP, e 34, de acordo com a Associated Press.

O exército hebreu iniciou uma série de ataques contra membros da Jihad Islâmica em represália ao disparo de mais de 350 foguetes da Faixa de Gaza contra Israel.

Na terça, um ataque aéreo matou o comandante da Jihad Islâmica Baha Abu al Ata e sua mulher.

O Exército hebreu acusa a Jihad Islâmica de utilizar escudos humanos para se proteger dos ataques israelenses.

Fonte G1