Tecnologia

Cresce o veto ao uso de dispositivos eletrônicos em salas de aula

Restrição ao uso de telas em escolas divide especialistas no Brasil e EUA

RIO – O movimento dos sem-tela chegou ao parquinho. Cresce o veto ao uso de dispositivos eletrônicos em salas de aula, e, em alguns casos, a restrição atinge até mesmo professores e pais na hora de se ajudar com o dever de casa. As ações do “MST da educação” seguem recomendações de peso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, em abril, orientação condenando o uso de telas por crianças de até 1 ano de idade. Já a Sociedade Brasileira de Pediatria defende o uso restrito por menores de 2 anos.

Em Botafogo, no Rio, o Jardim-escola Michaelis, por exemplo, bane celulares e equipamentos eletrônicos, inclusive entre os funcionários. Por lá é adotada a pedagogia Waldorf, “focada em atividade física e aprendizado, através de tarefas criativas e práticas”. Escolas que seguem a cartilha do método que completou um século este ano têm entre seus alunos, curiosamente, os filhos de profissionais do Vale do Silício e do setor tecnológico.

Para os educadores do Michaelis, computadores inibem o pensamento criativo, o movimento, a interação humana e os períodos de atenção das crianças. Já na Escola Waldorf da Península, na Califórnia, filhos dos funcionários de gigantes da tecnologia como Google, Yahoo, HP e Apple têm sido escolarizados longe da tecnologia.