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Bolsonaro diz que ‘a princípio’ enviará reforma administrativa ao Congresso na próxima terça-feira

Para o presidente, precisa ser enviada com ‘menor quantidade possível de arestas’. Reforma deverá prever a contratação de servidores com um prazo maior para obter estabilidade.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (7) que, “a princípio”, enviará a reforma administrativa ao Congresso Nacional na próxima terça-feira (12), já que é preciso apresentar a proposta com a “menor quantidade possível de arestas”.

O presidente comentou o envio do projeto ao sair do Palácio da Alvorada. Durante a conversa com apoiadores e jornalistas, uma forte chuva começou a cair, com direito a uma trovoada que interrompeu a fala de Bolsonaro.

O presidente informou que a ideia inicial é apresentar a reforma na próxima semana, a fim de diminuir pontos de divergência em relação ao tema, que mudará regras do serviço público para os futuros servidores.

“A reforma administrativa, a princípio, [será enviada] terça-feira que vem. Pedimos mais uma semana, foi muita boa notícia nesta semana, mais uma semana. Até porque você tem que mandá-la para lá com a menor quantidade possível de arestas. As vezes a gente comete um equívoco”, explicou Bolsonaro.

A reforma que o governo prepara visa reduzir o tamanho da máquina pública, aproximando os salários de futuros servidores ao que é pago no setor privado. A proposta ainda deverá prever a contratação de servidores com um prazo maior para obter estabilidade

No último sábado (2), Bolsonaro afirmou que as mudanças nas regras para o serviço público promovidas pela reforma devem valer apenas para “futuros concursados” (veja no vídeo abaixo).

A reforma administrativa entra no conjunto de propostas que o governo encaminha para análise de senadores e deputados a fim de reduzir gastos e acelerar a recuperação econômica.

Novas propostas

Nesta semana, Bolsonaro entregou pessoalmente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), três propostas de emenda à Constituição (PEC) para mudanças no “pacto federativo” que trata da arrecadação de recursos, os campos de atuação de União, estados e municípios e suas obrigações para com os contribuintes.

  • PEC do pacto federativo: dá mais recursos e autonomia financeira para estados e municípios.
  • PEC emergencial: cria mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, estados e municípios.
  • PEC dos fundos públicos: extingue a maior parte dos 281 fundos públicos e permite o uso de recursos para pagamento da dívida pública.

A jornalista Miriam Leitão comentou nesta quarta-feira (7) o conjunto de medidas apresentado pelo governo ao Congresso (veja no vídeo abaixo).

Leilão do pré-sal

Bolsonaro voltou a comentar o resultado do leilão de petróleo do pré-sal, que aconteceu nesta quarta-feira (6), com arrecadação abaixo do previsto pelo governo. O presidente insistiu no tom de que não houve frustração.

O leilão arrecadou R$ 69,9 bilhões, enquanto a previsão do governo era arrecadar R$ 106,5 bilhões (veja no vídeo abaixo). Das quatro áreas de exploração de petróleo, duas não receberam propostas.

“Arrecadou menos porque metade das áreas não tiveram oferta, segundo a nossa equipe, o ministro das Minas e Energia [Bento Albuquerque], o próprio Paulo Guedes, foi o maior leilão do mundo até o momento. Foi bem. Não adianta você ter petróleo embaixo da terra e não ter como explorá-lo”, disse Bolsonaro.

Questionado se o governo mudará o formato dos próximos leilões, Bolsonaro disse que é um assunto para ser tratado com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

“Tem que conversar com o Bento, não estou lá. Não tenho como acompanhar em tempo real os 22 ministérios. Tenho informações por vezes superficiais e se eu falar aqui vocês publicam depois, dá um escândalo no Brasil, cai a bolsa, sobe o dólar, não posso agir dessa maneira. Sou humano igual a vocês”, afirmou Bolsonaro.

Fonte G1