História

Análise: Roberto Leal merece estátua do governo português

O vira de Leal usou os programas de auditório dos anos 80 como cavalo de Troia para entrar nos lares brasileiros

Mais do que a divindade Amália Rodrigues, mais do que Mariza, mais que Carminho e bem mais que Antonio Zambujo, Roberto Leal foi quem levou para o mais distante dos quintais brasileiros a música de seu país num tempo em que o Brasil não consumia nada de Portugal. Havia-se escutado muito em 1973 com O Vira, de Luhli, com Ney Matogrosso e o português João Ricardo à frente dos Secos e Molhados, um sucesso estrondoso sobretudo entre as crianças. E ouviria-se muito mais de 20 anos depois, em 1995, com os Mamonas Assassinas gravando Vira-Vira, inspirada em A Festa Ainda Pode Ser Bonita, de Leal, mais uma vez absorvido com histeria infantil.